Despedi-me de ti, claro… Apesar de jovem a vida nunca tinha sido amável comigo por isso despedi-me como se nunca mais te visse. Olhei-te por segundos fixada no teu olhar… Queria levá-lo como uma recordação tua… Tudo se desmoronou em mim e deixei escapar a minha fragilidade... Seria esta estranha relação de cumplicidade muito mais que isso? Por momentos, arrependi-me do beijo que não tive, do toque que não senti, do arrepio de prazer que não me provocaste… Quantas vezes sonhei em me perder por entre os teus carinhos, sentir o calor da tua pele e provar das tuas palavras…? Mas deixaste-me ir e eu percebi que seria melhor assim… Cada um na sua vida. Tu a viver uma vida de casado à beira do fim… E eu, livre como uma borboleta.
1 comentário:
Gostei de te ler
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